Liberdade para a Palestina

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Antes que os pés toquem o céu

A menina Iris Oliveira nasceu em Curitiba (PR) com a doença AME (Atrofia Muscular Espinhal), diagnosticada quando tinha pouco mais de um ano de idade. Os médicos avisaram os pais que ela não passaria dos 3 anos de idade.
A AME é uma doença neurodegenerativa de origem genética, autossômica e recessiva, que leva à atrofia dos músculos e a problemas no sistema respiratório. O quadro clínico caracteriza-se por deterioração motora depois de um período de desenvolvimento aparentemente normal e, geralmente, os problemas respiratórios levam a óbito.
Os médicos indicaram fisioterapia 2 vezes por semana por acreditarem que a menina poderia apresentar fadiga muscular e, por isso, queriam poupá-la de atividades físicas mais intensas. Porém, a mãe da menina, percebendo que Iris era cheia de energia como toda criança, decidiu que ela devia se movimentar mais. Compraram uma bicicleta, que Iris pedalou com os pés amarrados no pedal. Os pais sempre praticaram esportes (o pai é skatista profissional) e acreditavam que, se Iris também se exercitasse além da fisioterapia, ela iria ter uma melhor qualidade de vida.
No final do ano passado, contradizendo as previsões dos médicos, Iris completou 10 anos. Ela vai à escola e faz natação 2 vezes por semana, além da fisioterapia. E, apesar da doença, é uma criança como outra qualquer.
Histórias como esta (e não são poucas) mostram  que nós, seres humanos, independente das limitações, evoluímos praticando exercícios físicos e, portanto, seus benefícios para nossa existência saudável são imensuráveis.

A história de Iris e a luta de seus pais viraram um curta metragem que você pode conferir abaixo. A direção é de Renato Cabral.

Prof André "Terrinha"


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Mundial de Futebol de Rua

E a Copa do Mundo de Futebol acabou. Um evento gigantesco caracterizado por cartolas, grandes estádios, altos salários, atletas-estrelas e muita cobertura da mídia.
Mas você sabia que, neste mesmo julho de 2014, o Brasil sediou o Mundial de Futebol de Rua? Pois é: a prática nasceu na Argentina (sim, nossos hermanos saíram na frente) e o campeonato tem caráter não-convencional e não-competitivo. A ideia é utilizar o futebol como ferramenta de mediação de conflitos, formação de lideranças, desenvolvimento de grupos e organizações de base comunitária. Aqui no Brasil quem organiza o Mundial de Futebol de Rua é a ONG Ação Educativa.

Como funciona:
  1. existem 3 tempos de jogo. No primeiro tempo, os jogadores definem em conjunto as regras. No segundo tempo, acontece o jogo conforme as regras estabelecidas no primeiro tempo; e no terceiro tempo, os jogadores, com um mediador, avaliam se as regras foram cumpridas, se o jogo foi justo e contabilizam os pontos da partida;
  2. os times são mistos: meninas e meninos de várias idades jogam junto. Com isso, o mediador pode discutir igualdade de gênero, machismo e respeito;
  3. não existe juiz.

Exemplo de que o futebol pode integrar e ser usado não somente como lazer para jovens de comunidades de baixa renda mas como elemento de reflexão de uma série de elementos e formar cidadãos plenos, questionadores e partes integrantes da sociedade.
Pena que iniciativas como estas não aparecem na grande mídia!

Em tempo: no Mundial deste ano, a Colômbia levou o troféu (país escolhido por voto pelos jogadores do campeonato). Os jogos aconteceram em vários CEUs da cidade de São Paulo, no Largo da Batata e no centro.

Neste mês, entre os dias 26 e 29 de novembro, a Ação Educativa e o Museu do Futebol promovem o encontro "Futebol e Cultura", para reunir, discutir e debater experiências e práticas de futebol solidário e participativo de todo o Brasil. Mais informações em

Prof. André "Terrinha" Almeida




segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Diabetes

O Dia Mundial do Diabetes aconteceu semana passada, no dia 14 de novembro.

Diabetes Mellitus é uma doença crônica metabólica causada pela falta ou má absorção de insulina, cuja função é quebrar as moléculas de glicose para transformá-las em energia. O metabolismo da glicose é complexo (veja aqui neste blog  http://profandreterrinha.blogspot.com.br/2013/11/metabolismo-da-glicose.html)


Existem 4 tipos de diabetes:
  1. Tipo I: neste tipo, o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. Aparece na infância e adolescência;
  2. Tipo II: aqui, as células são resistentes à insulina. Aparece em pessoas com mais de 40 anos;
  3. Gestacional: aparece durante a gestação e, na maioria dos casos, está relacionada ao aumento de peso da mãe;
  4. Associada a outras patologias (pancreatite, alcoolismo, etc).
Existem alguns fatores que podem levar ao diabetes. São eles:
  1. Obesidade;
  2. Falta de atividade física regular;
  3. Hipertensão;
  4. Níveis altos de colesterol e triglicérides;
  5. Estresse emocional;
  6. Uso de alguns medicamentos (como cortisona).
No Brasil, são 14 milhões de pessoas com diabetes, mas muito não sabem que têm a doença. O Dia Mundial serve para alertar a população sobre a doença, incentivando a realização de exames preventivos e a adoção de hábitos saudáveis, como alimentação balanceada rica em fibras, exercícios físicos e controle do estresse.
E caso a pessoa já tenha diabetes, ela deve ter em mente que atividade física é essencial para abaixar os níveis de glicose no sangue. 
No mundo, são gastos mais de 400 bilhões de dólares todos os anos para o tratamento da doença.

Lembre-se: diabetes não controlada pode ocasionar doença renal crônica, cegueira, amputação de membros, infarto e aneurismas. Prevenção é o melhor remédio!

Prof. André "Terrinha" Almeida


terça-feira, 28 de outubro de 2014

"Eu saí para chegar"

José Geraldo de Souza Castro, om Zé do Pedal, é mineiro de Guaraciaba, tem 57 anos e já percorreu, desde 1982, cerca de 150 mil quilômetros em sua bicicleta adaptada . Quando perguntam a ele porque faz isso, responde: "Para ser Feliz".
Em suas andanças, conhece pessoas, fotografa e sempre divulga uma causa social e/ou ambiental. Já pedalou para chamar a atenção para problemas que afetam a visão, como glaucoma e catarata; sobre a poluição do Rio São Francisco em 2002 e sobre o Protocolo de Kyoto em 2007.
Enfrenta estradas ruins, tempestades, falta de comida, zonas de conflitos, mas nada o impede de continuar. Já esteve em 3 Copas do Mundo!
Seu mais novo projeto (que vai durar até maio de 2015) se chama "Cruzada pela Acessibilidade". Ele percorrerá 20 estados brasileiros empurrando uma cadeira de rodas para chamar a atenção das dificuldades que os portadores de deficiências enfrentam no dia-a-dia. Em todos os municípios visitados, Zé entrega uma proposta de Projeto-de-Lei sobre a acessibilidade, conversa com gestores públicos e dá palestras.
Em 2010, Bruno Lima e Fabricio Menicucci rodaram o documentário "Zé do Pedal: as fronteiras do mundo".
Grande Zé!

Prof. André "Terrinha" Almeida



quarta-feira, 17 de setembro de 2014

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Dean Karnazes

Dean Karnazes é um atleta estadunidense nascido em 1962, conhecido como super humano pois completou, em 2006, o Endurance 50, desafio de 50 maratonas em 50 dias em 50 estados diferentes nos EUA.
Mas o que o diferencia de outras pessoas?

Vamos a alguns dados dele: 
  • Frequência Cardíaca basal: 38 bpm
  • Porcentagem de Gordura: 3%
  • Distância que corre por dia: de 40 a 50 km;
  • Exercícios complementares: abdominal, barra, flexão, panturrilha - todos os dias, 2 vezes ao dia;
  • Correu 560 km em 80 h e 44 minutos sem dormir.

Mas o que faz Dean Karnazes ser um ultramaratonista tão especial?
O próprio Dean diz que não toma suplementos e apenas come muito salmão fresco (que é rico em ômega-3). Com certeza, uma genética privilegiada, treino árduo, disciplina e hábitos saudáveis fazem de Dean ser o que é.


Prof. André "Terrinha" Almeida