Dean Karnazes é um atleta estadunidense nascido em 1962, conhecido como super humano pois completou, em 2006, o Endurance 50, desafio de 50 maratonas em 50 dias em 50 estados diferentes nos EUA.
Mas o que o diferencia de outras pessoas?
Vamos a alguns dados dele:
Frequência Cardíaca basal: 38 bpm
Porcentagem de Gordura: 3%
Distância que corre por dia: de 40 a 50 km;
Exercícios complementares: abdominal, barra, flexão, panturrilha - todos os dias, 2 vezes ao dia;
Correu 560 km em 80 h e 44 minutos sem dormir.
Mas o que faz Dean Karnazes ser um ultramaratonista tão especial?
O próprio Dean diz que não toma suplementos e apenas come muito salmão fresco (que é rico em ômega-3). Com certeza, uma genética privilegiada, treino árduo, disciplina e hábitos saudáveis fazem de Dean ser o que é.
Propaga-se que um atleta deve comer muito carboidrato e proteína. E como ficam os atletas vegetarianos e, principalmente, os veganos? Será que é possível ganhar massa muscular sem proteína animal? Como otimizar o treinamento?
De maneira geral, todos nós, atletas ou não, ingerimos proteínas mais do que o necessário.
Apesar dos mitos, uma dieta vegetariana pode suprir as necessidades nutricionais dos atletas, inclusive os de alto desempenho, já que encontramos todos os aminoácidos necessários para nossa dieta nos vegetais. Basta que para isso a dieta seja bem planejada e acompanhada por um nutricionista. De acordo com o nutricionista George Guimarães (que é vegano desde criança), em uma dieta vegetariana, nutrientes como cálcio, zinco, ômega-3, vitamina B12 e proteínas necessitam de mais atenção. A pessoa, atleta ou não, que optar por uma dieta vegetariana deve ter em mente que sua alimentação passará por mudanças mais amplas para que todas as necessidades nutricionais sejam supridas. Não dá para ter preguiça!
Boas fontes de proteína vegetal são o tofu, o leite de soja, as leguminosas (feijão, grão-de-bico, lentilha) e todos os tipos de castanhas e sementes. Já o ferro, também essencial para atletas, é encontrado nas verduras verde-escuras, nas frutas secas e no melado de cana.
Durante o treino, pode-se usar a rapadura como fonte de energia e fazer o próprio isotônico com limão, água, açúcar mascavo e sal, por exemplo (como eu falo nas aulas, preparar o "Meu Toreide").
Alguns atletas vegetarianos:
Carl Lewis - estadunidense eleito o "Esportista do Século", vegano, velocista, 10 medalhas Olímpicas (9 de ouro);
Dave Scott - estadunidense, vegano, 6 vezes campeão do Ironman;
Daniel Meyer (foto) - brasileiro, ultramaratonista vegano;
Eder Jofre - brasileiro, pugilista, vegetariano desde os 20 anos de idade, campeão mundial peso-galo em 1960 e peso-pena em 1973;
Ricardo Moreira - estadunidense, vegano, lutador de MMA e ativista do veganismo;
Fiona Oakes - britânica, vegana, bombeira, campeã de várias maratonas. Fundadora de um santuário para animais abandonados e maltratados.
Vegetarianismo: a alimentação exclui todo tipo de carne (bovina, suína, caprina, aves e pescados) e pode incluir ovos e/ou produtos lácteos.
Veganismo: filosofia de vida que inclui não somente não comer proteína animal mas que não usa cosméticos e medicamentos testados em animais; não usa couro, lã e seda.
Sempre se fala que antes de se iniciar um programa de
exercícios físicos é necessário realizar exames médicos e uma boa avaliação física.
E o que vem a ser uma boa avaliação física? Quem está apto a fazer?
Uma boa avaliação física deve permitir um
acompanhamento do praticante ou atleta baseado em métodos e parâmetros testados
cientificamente, além de identificar possíveis desvios posturais e/ou fisiológicos.
Por isso, é necessária uma boa conversa com o aluno praticante (a famosa
anamenese), a realização de testes antropométricos, neuromusculares, a análise
postural e a verificação da aptidão aeróbia.
Recentemente, a Associação de Medicina soltou uma
declaração dizendo que somente médicos poderiam realizar avaliações físicas. Claro
que isso provocou a maior polêmica já que educadores físicos fazem avaliações
nas academias e clubes. Por isso, o Conselho Federal de Educação Física
(CONFEF) lançou uma nota técnica sobre o assunto. A nota se baseia nas diretrizes do Colégio Americano de Medicina
Esportiva (ACSM) e no livro “Recomendações sobre condutas e procedimentos do
Profissional de Educação Física na atenção básica à saúde”, publicado pelo
CONFEF em 2011.
Segundo a nota do CONFEF, “o Profissional de Educação Física coleta dados e interpreta
informações relacionadas com prontidão para a atividade física, fatores de
risco, qualidade de vida e nível de atividade física; afere e avalia pressão
arterial e frequência cardíaca; aplica escalas de percepção do esforço; utiliza
ergômetros (esteira, cicloergômetro, etc) e outros equipamentos utilizados em
programas de atividade física; utiliza equipamentos para medição de glicemia e
concentração de lactatos e interpreta os resultados obtidos; conhece, aplica e
interpreta testes de laboratório e campo utilizados em avaliação física; realiza
e interpreta avaliação de medidas antropométricas; prescreve atividades físicas
baseadas em testes ergoespirométricos; prescreve atividades físicas baseadas em
limiares metabólicos, frequência cardíaca e percepção de esforço
Esse posicionamento é muito importante para garantir a realização de avaliações por profissionais de educação física e tranquilizar alunos de academias e clubes.
Para incentivar e promover os Jogos Olímpicos de Inverno, que aconteceram em Sochi no início deste ano, a cidade de Moscou instalou nas estações de metrô máquina automáticas adaptadas para fornecer as passagens gratuitamente, caso as pessoas façam 30 agachamentos em até 2 minutos.
O passageiro se posiciona em uma faixa azul colocada no chão que, não só reconhece sua presença, como conta o número de agachamentos.
A ideia deu muito certo e as pessoas fizeram fila para participar.
Está aí uma ideia para a galera do Passe Livre: que tal fazer essa iniciativa aqui no Brasil? Poderia se aproveitar a Copa e os Jogos olímpicos de 2016 e estender para um período maior. Além de conseguir a passagem de graça, a iniciativa é um incentivo à realização de exercícios físicos e quem sabe ao fim do sedentarismo.....
A Fita de Suspensão é um acessório muito utilizado no treino funcional. A sigla vem do inglês (Suspension Training) que significa: Treino Suspenso. Trata-se de uma tira de nylon conectada a um gancho e manoplas que pode ser fixada em qualquer estrutura por ser leve e de fácil transporte. Permite um grande número de exercícios que podem trabalhar o equilíbrio, a força, a coordenação motora, a agilidade, a postura e a flexibilidade. Também pode ser usado como coadjuvante em um treino cardiorrespiratório.
O acessório foi criado inicialmente para treinar soldados da marinha estadunidense e depois adaptado para as academias. Está aí mais um acessório importante e extremamente versátil para aumentar nosso repertório.
Apesar de ser preconizado como um acessório simples e que pode ser utilizado por qualquer pessoa em qualquer lugar, é sempre importante seguir orientações de um educador físico para evitar lesões.
A
American College Cardiology e a Amercan Heart Association divulgaram em
novembro de 2013 um
novo guia clínico que amplia a prescrição de medicamentos
para diminuição dos níveis de colesterol em adultos. O objetivo dessas
organizações é promover estudos para prevenir doenças cardiovasculares,
publicando guias, padrões e políticas que ajudem na assistência ao paciente.
E
quais são essas mudanças? Segundo as novas diretrizes, diabéticos ou pessoas
com eventos cardíacos prévios, independente do valor LDL, devem tomar remédios.
Provavelmente, isso fará com que a venda de estatinas aumente.
Vamos
à estatística: se uma pessoa tem 20% de risco de uma doença cardiovascular,
medicá-la pode reduzir o risco, por exemplo, a 16%. Será que esses 4% de
redução vão melhorar ou mudar a vida dessa pessoa?
Será
mesmo que abaixar o colesterol à custa de medicamentos aumenta (e melhora) a
vida de pessoas saudáveis?
Até
que ponto essa alteração dos níveis de colesterol não está atrelada à indústria
farmacêutica?
Quem
financia as pesquisas? (segundo o jornal The
Boston Globe, metade dos membros do comitê que redigiu as recomendações
sobre o tratamento do colesterol tinha laços financeiros com os fabricantes de
remédios mais usados).
Quais
os efeitos colaterais de medicamentos para controlar os níveis de colesterol?
Já se sabe que estatinas podem provocar fraqueza muscular e perda de memória,
além de problemas no fígado.
Com
certeza, os laboratórios farmacêuticos vão ganhar ainda mais vendendo mais
medicamentos.
Mas
uma coisa é importante nesse guia: continua sendo verdade que o que mais
aumenta a longevidade é o exercício físico, manter o peso saudável e não fumar.
Propostas bem mais baratas e sem contraindicações.
Observação
1: Nos padrões atuais, recomenda-se que o colesterol total seja menor que 200
mg/dL; o HDL maior que 60 mg/dL, o LDL menor que 100 mg/dL e o triglicérides
menor que 150 mg/dL.
Observação
2: Nos novos padrões propostos, o nível máximo de LDL deve ser de 70 mg/dL Leia o artigo original no link:
A flexibilidade é uma importante capacidade relacionada à aptidão física. Fatores genéticos, bem como, a idade, o gênero, limitações anatômicas, vícios posturais, entre outros, influenciam a flexibilidade.
Uma boa flexibilidade está associada à prevenção de problemas de postura e a incidência de lesões, principalmente na região lombar. Além disso, treinar a flexibilidade favorece os movimentos que realizamos em atividades do dia-a-dia.
A partir dos 30 anos de idade, começamos a perder flexibilidade, principalmente se formos indivíduos sedentários.
Em um programa de Treinamento Funcional e/ou Pilates, treina-se a flexibilidade utilizando alongamentos estáticos, dinâmicos e proprioceptivos.